publicidade

Pesquisar no Site


Dica do professor Dilson Catarino

90% das urnas foi/foram apurados/apuradas

Veja mais
Gramática
Voltar

Apóstrofo

07/01/2014

 São os seguintes os casos de emprego do apóstrofo:

 

1) Usa-se o apóstrofo, facultativamente, para indicar contração ou aglutinação entre uma preposição e um elemento, quando este pertencer propriamente a um conjunto vocabular distinto:

 

- A leitura d'Os Lusíadas e d'Os Sertões leva a reflexões profundas.
- N'Os Lusíadas encontra-se a história da navegação de Vasco da Gama ao Oriente.
- Troquei Crime e Castigo pel'Os Sertões.

 

Pode-se também escrever sem o apóstrofo, com a preposição íntegra:

 

- A leitura de Os Lusíadas e de Os Sertões leva a reflexões profundas.
- Em Os Lusíadas encontra-se a história da navegação de Vasco da Gama ao Oriente.
- Troquei Crime e Castigo por Os Sertões.

 

Obs.: Em combinações da preposição a com palavras pertencentes a conjuntos vocabulares imediatos não há o uso do apóstrofo:

 

- A importância atribuída a A Relíquia é exagerada.
- Quando me refiro a O Estado de S. Paulo falo do jornal, não do Estado propriamente dito.

 

A leitura, porém, deve ser feita como se houvesse a combinação gráfica: à, ao.

 


 

2) Usa-se o apóstrofo, facultativamente, para separar uma contração ou aglutinação vocabular, quando o elemento for forma pronominal aplicável a Deus, a Jesus, à mãe de Jesus, à Providência, etc. e se lhe quer dar realce com o uso de maiúscula:

 

- Não se discutem os milagres d'Ele.
- A fé n'Ele me alimenta o espírito.
- Confiemos n'Aquele que nos deu a vida.
- Está n'Ela a nossa esperança.

 

Em combinações com a preposição a não há o uso do apóstrofo:

 

- Rezemos a Aquela que nos protege.
- Obedeçamos a Aquele que nos deu a vida.

A leitura, porém, deve ser feita como se houvesse a combinação gráfica: àquele, àquela.

 


 

3) Emprega-se o apóstrofo, facultativamente, nas ligações das formas santo e santa, quando importa representar a eliminação das vogais finais o e a: Sant'Ana, Sant'Iago.

 

Pode-se escrever também sem o apóstrofo: Santa Ana, Santo Tiago.

 

Se tais ligações se tornarem perfeitas unidades mórficas, aglutinam-se os dois elementos: ilhéu de Santana, Santana de Parnaíba, ilha de Santiago

 


 

4) Emprega-se o apóstrofo para assinalar, no interior de certos compostos, a eliminação da letra e da preposição de, em combinação com substantivos: estrela-d'alva, galinha-d'angola, pau-d'alho.

 

© Gramática On-line • 1999 - 2017• Todos os direitos reservados ao autor. Proibida cópia total ou parcial dos conteúdos.