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Dica do professor Dilson Catarino

Prof. Dílson Catarino com Lu Oliveira, no programa Vitrine Revista

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O chefe do almoxarifado ainda não proveu a empresa.

17/04/2014

 

“Prover”, cujo significado é “abastecer, providenciar”, tem a conjugação idêntica à do verbo “ver” no presente do indicativo - tempo caracterizado pela frase “todos os dias”... - e no presente do subjuntivo - tempo caracterizado pela frase “espero que”.... Nos outros tempos, ele tem conjugação regular, como qualquer outro verbo terminado em -er; por exemplo, o verbo “vender”.


Haverá, então, no presente do indicativo (seguindo a conjugação de “ver”), a seguinte conjugação:

 

Todos os dias eu provejo, tu provês, ele provê, nós provemos, vós provedes, eles proveem.

Observe que o acento na terminação –eem não existe mais, em virtude da Reforma Ortográfica.

 

No presente do subjuntivo (seguindo a conjugação de “ver”):

 

Espero que eu proveja, que tu provejas, que ele proveja, que nós provejamos, que vós provejais, que eles provejam.

 

 

No pretérito perfeito do indicativo, o passado (seguindo a conjugação de “vender”):

 

Ontem eu provi, tu proveste, ele proveu, nós provemos, vós provestes, eles proveram.

 

 

No Pretérito imperfeito do subjuntivo, o que indica condição (seguindo a conjugação de “vender”):

 

Se eu provesse, tu provesses, ele provesse, nós provêssemos, vós provêsseis, eles provessem.

 

A frase apresentada, então, está adequada gramaticalmente. Certamente muitos brasileiros pensariam em dizer “O chefe do almoxarifado ainda não proviu a empresa este mês” em virtude da semelhança com o verbo “ver”, mas, como vimos, só no presente do indicativo e no presente do subjuntivo a conjugação segue a do verbo “ver”. Os demais tempos são regulares, por isso “Ele não proveu a empresa”.

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