Gramática On-line | Por Prof. Dílson Catarino

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Ultima atualização: 14 NOV 2013

/ GRAMÁTICA

A vírgula entre o sujeito e o verbo


 

Por Júlio Tanga*

 


Muitos homens, preferem o caminho do dinheiro.

 

Que vírgula é essa? Aliás, qual é o raciocínio que você aplica na utilização desse sinal gráfico? É interessante, antes de compreender as regras básicas da vírgula, desmitificar um antigo conceito: o de que a vírgula indica somente a pausa na fala. Se pensarmos dessa maneira, o asmático virgulará de um jeito; o obeso e o atleta, de outros. Em verdade, a vírgula depende, além da pausa, do conhecimento da sintaxe das orações, isto é, da maneira como são construídas.

Diante disso você pergunta: "Mas tenho que saber toda aquela análise sintática que vi na escola?" Seria bastante oportuno, mas não é necessária a análise sintática completa. Somente alguns conceitos são fundamentais, os quais você conhecerá nas linhas que se seguem.

 


O principal conceito sintático que você deve conhecer é o sujeito: é o ser sobre o qual dizemos algo. Para achá-lo, basta perguntar Quem? a qualquer verbo. Quase todos os verbos têm um sujeito. Quando corrigimos um texto, temos de nos acostumar a perguntar Quem? a todos os verbos que escrevemos, a fim de identificar imediatamente cada sujeito. Peguemos a frase título:

Muitos homens, preferem o caminho do dinheiro.

Perguntemos ao verbo: Quem prefere? Sujeito: Muitos homens.

Está vendo? Agora você pode conhecer a primeira regra da vírgula:

Não separe o sujeito de seu verbo por vírgula!

Logo, a forma correta seria a seguinte:

Muitos homens preferem o caminho do dinheiro. (sem a vírgula divorciando o sujeito do verbo).

 

Outros exemplos:

 

O homem que estuda vive mais. (Quem vive mais? O homem que estuda é o sujeito; sem vírgula, portanto);

As mulheres choraram; os homens dançaram. (Quem chorou? As mulheres é o sujeito; sem vírgula, portanto; quem dançou? Os homens é o sujeito; sem vírgula, é claro); etc.

 


Quer dizer que nunca haverá vírgula entre o sujeito e o verbo?

Nunca diga nunca! Em alguns casos, é absolutamente permitido (mas não obrigatório) meter a vírgula entre o sujeito e o verbo. Vamos pensar neste slogan:

"Colégio Maxi - quem faz, aprova."

Qual é o sujeito do verbo aprovar? Quem aprova? Quem faz... esse é o sujeito. Pela regra, não poderíamos pospor-lhe a vírgula, não é verdade? Porém, ele termina em verbo, e logo após aparece outro verbo. Poderia haver uma confusão caso não houvesse a vírgula, pois o verbo posterior poderia ser complemento do anterior, mas não o é. Por isso, é recomendado o seu uso: Quem faz, aprova.

 


Quando o sujeito for muito extenso, também é lícita (permitida) a vírgula. Exemplo:

Aqueles três homens de ternos laranja que se encontram de fronte ao mercado da esquina, parecem suspeitos.

Qual é o sujeito do verbo parecer? Quem parece? Aqueles três homens de terno laranja que se encontram de fronte
ao mercado da esquina
... veja o tamanho da sucuri! Pode-se usar a vírgula, quando o sujeito for extenso!


* O Prof. Júlio Tanga é colaborador do Gramática On-line.



Continue a estudar Vírgula, aprofundamento.


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