A língua no dia a dia – Página: 5 – Gramática On-line
25 de julho de 2014

Havia 22 anos que o Londrina não conquistava o Campeonato Paranaense.

Esses dias, num jornal televisivo, o apresentador comunicou a morte do filho do cantor Erasmo Carlos e disse, no decorrer da notícia, a seguinte frase: “Ele estava internado há uma semana”. Esse uso do verbo haver, bastante comum em nosso país, inclusive nos meios mais cultos, está inadequado à língua-padrão.
24 de julho de 2014

Eu não premeio quem não merece que o premeiem.

Essa frase soa estranhissimamente aos ouvidos brasileiros, pois estamos acostumados com o uso regular dos verbos terminados em -iar, apesar de sabermos que existem casos especiais, como odiar, cuja conjugação na primeira pessoa do singular do presente do indicativo é Eu odeio. Todos sabemos disso. Mas Eu premeio ... que o premeiem? Que esquisitice é essa?
17 de julho de 2014

Pô-la num catre (…) fê-la falar

Usos dos pronomes o, a, os, as e lhe, lhes.
11 de julho de 2014

TV com 10 megas!

É muito comum vermos propagandas em todos os veículos de comunicação de empresas vendendo computadores, TV a cabo ou máquinas fotográficas que têm “X mega”, ou “giga”, usando esses vocábulos sempre no singular, o que é inadequado ao idioma padrão.
11 de julho de 2014

Precisam-se homens honestos.

Certamente a maioria dos leitores desta coluna estranhou a frase apresentada. Entendo perfeitamente, porque o verbo precisar, no sentido de “ter necessidade; carecer, necessitar”, é pouquissimamente usado dessa maneira. No Brasil, usamo-lo quase exclusivamente com a preposição de: Quem precisa, precisa de algo ou de alguém.
11 de julho de 2014

A situação do russo está ruça.

Durante as férias, li, num jornal, três cartas de leitores comentando assuntos diversos, que não nos interessam agora. O que havia em comum entre elas era o uso do vocábulo “russo” representando o significado de “complicado, cheio de dificuldades”.
11 de julho de 2014

Assisto no meu casal.

Tomás Antônio Gonzaga, posto que tenha nascido em Portugal e vivido no Brasil somente vinte anos (dos sete aos dezessete anos e, depois, dos trinta e oito aos quarenta e oito anos), é um dos principais nomes da Literatura Brasileira da era colonial. No séc. XVIII, escreveu mais de cinco mil versos para compor sua maior obra: Marília de Dirceu, na qual retrata seu amor por Maria Doroteia Joaquina de Seixas Brandão, moça que lhe arrebatou o coração ainda que fosse vinte e três anos mais jovem que ele, já quadragenário.
11 de julho de 2014

Amo-a.

Amar é verbo transitivo direto, ou seja, que não admite preposição alguma (Quem ama, ama alguém). Os pronomes de terceira pessoa que representam um complemento sem preposição são o, a, os, as. Então, a frase apresentada está adequada ao padrão culto da língua: Amo-a. Seria inadequado dizer “Amo-lhe” ou “Amo ela”.