Das vogais nasais – Gramática On-line
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Dos ditongos
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Das vogais nasais

Na representação das vogais nasais devem observar-se os seguintes preceitos:

1º) Quando uma vogal nasal ocorre em fim de palavra, ou em fim de elemento seguido de hífen, representa-se a nasalidade pelo til, se essa vogal é de timbre a; por m, se possui qualquer outro timbre e termina a palavra; e por n se é de timbre diverso de a e está seguida de s: afã, grã, Grã-Bretanha, lã, órfã, sã-braseiro (forma dialetal; o mesmo que são-brasense = de S. Brás de Alportel); clarim, tom, vacum, flautins, semitons, zunzuns*.

2º) Os vocábulos terminados em transmitem esta representação do a nasal aos advérbios em -mente que deles se formem, assim como a derivados em que entrem sufixos iniciados por z: enistãmente, irmãmente, sãmente; lãzudo, maçãzita, manhãzinha, romãzeira.


 

* Nota do Gramática On-line:

 

A Academia Brasileira de Letras apresentou, posteriormente ao Acordo Ortográfico, um documento intitulado Nota explicativa, no qual apresenta quinze mudanças no referido Acordo. Uma delas, a de número 6, tem o seguinte teor:

– Incluir no caso 1o da Base XV o emprego do hífen nos compostos formados com elementos repetidos com ou sem alternância vocálica ou consonântica de formas onomatopeicas, por serem de natureza nominal, sem elemento de ligação, por constituírem unidade sintagmática e semântica e por manterem acento próprio: blá-blá-blá, reco-reco, trouxe-mouxe.

Por esse motivo, o vocábulo zunzum passou a ser escrito zum-zum, e seu plural, zum-zuns.