Do hífen na ênclise, na tmese e com o verbo haver – Gramática On-line
Do hífen nas formações por prefixação, recomposição e sufixação
1 de março de 2014
Apóstrofo
1 de março de 2014

Do hífen na ênclise, na tmese e com o verbo haver

1º) Emprega-se o hífen na ênclise e na tmese (mesóclise):

amá-lo, dá-se, deixa-o, partir-lhe; amá-lo-
-ei, enviar-lhe-emos.

2º) Não se emprega o hífen nas ligações da preposição

de

às formas monossilábicas do presente do indicativo do verbo haver:

hei de, hás de, hão de, etc.

Obs.: 1. Embora estejam consagradas pelo uso as formas verbais

quer

e

requer, dos verbos querer

e

requerer, em vez de

quere

e

requere, estas últimas formas conservam-se, no entanto, nos casos de ênclise:

quere-o(s), requere-o(s). Nestes contextos, as formas (legítimas, aliás) qué-
-lo

e

requé-lo

são pouco usadas.

2. Usa-se também o hífen nas ligações de formas pronominais enclíticas ao advérbio

eis

(eis-me, ei-
-lo) e ainda nas combinações de formas pronominais do tipo

no-lo

(nos + o), vo-las

(vos + as), quando em próclise (por ex.:

Esperamos que no-lo comprem

=

Esperamos que nos comprem + o = Esperamos que nos compre isso

ou

Esperamos que nos compre

ele

– Essa última frase é inadequada aos padrões cultos da Língua.).