Do hífen nas formações por prefixação, recomposição e sufixação – Gramática On-line
Do hífen em compostos, locuções e encadeamentos vocabulares
1 de março de 2014
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Do hífen nas formações por prefixação, recomposição e sufixação

1º) Nas formações com prefixos (como, por exemplo:

ante-, anti-, circum-, co-, contra-, entre-, extra-, hiper-, infra-, intra-, pós-, pré-, pró-, sobre-, sub-, super-, supra-, ultra-,

etc.) e em formações por recomposição, isto é, com elementos não autónomos ou falsos prefixos, de origem grega e latina (tais como:

aero-, agro-, arqui-, auto-, bio-, eletro-, geo-, hidro-, inter-, macro-, maxi, micro-, mini-, multi-, neo-, pan-, pluri-, proto-, pseudo-, retro-, semi-, tele-,

etc.), só se emprega o hífen nos seguintes casos:

 

a) Nas formações em que o segundo elemento começa por h:

anti-higiénico/anti-higiênico, circum-
-hospitalar, co-herdeiro*, contra-harmónico/contra-harmônico, extra-humano, pré-história, sub-hepático, super-homem, ultra-hiperbólico; arqui-hipérbole, eletro-higrómetro, geo-
-história, neo-helénico/neo-helênico, pan-helenismo, semi-hospitalar.

 

Obs.: Não se usa, no entanto, o hífen em formações que contêm em geral os prefixos

des-

e

in-

e nas quais o segundo elemento perdeu o

h

inicial: desumano, desumidificar, inábil, inumano, etc.

 

* Obs. do Gramática On-line: O Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa apresentou um documento denominado de Nota Explicativa, no qual há quinze mudanças no Acordo Ortográfico. Dentre elas, há a seguinte, de número 9:

 

– Excluir o prefixo

co-

do caso 1o, letra

a, da Base XVI, por merecer do Acordo exceção especial na observação da letra

b

da mesma Base XVI e por também poder ser incluído no caso 2o, letra b, da Base II (coabitar, coabilidade, etc.). Assim, por coerência, co-herdeiro passará a coerdeiro.

 

b) Nas formações em que o prefixo ou pseudoprefixo termina na mesma vogal com que se inicia o segundo elemento: anti-ibérico, contra-almirante, infra-axilar, supra-auricular; arqui-irmandade, auto-observação, eletro-ótica, micro-onda, semi-interno.

 

Obs.: Nas formações com o prefixo

co-, este aglutina-se em geral com o segundo elemento mesmo quando iniciado por

o: coobrigação, coocupante, coordenar, cooperação, cooperar, etc.

 

* Obs. do Gramática On-line: O Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa apresentou um documento denominado de Nota Explicativa, no qual há quinze mudanças no Acordo Ortográfico. Dentre elas, há a seguinte, de número 10:

 

– Incluir, por coerência e em atenção à tradição ortográfica, os prefixos

re-, pre-

e

pro-

à excepcionalidade do prefixo

co-, referida na observação da letra

b

do caso 1o

da Base XVI: reaver, reeleição, preencher, proótico.

 

c) Nas formações com os prefixos

circum-

e

pan-, quando o segundo elemento começa por vogal, m

ou

n

(além de

h, caso já considerado atrás na alínea a):

circum-escolar, circum-murado, circum-
-navegação; pan-africano, pan-mágico, pan-negritude.

 

d) Nas formações com os prefixos

hiper-, inter-

e

super-, quando combinados com elementos iniciados por

r:

hiper-requintado, inter-resistente, super-revista.

 

e) Nas formações com os prefixos

ex-

(com o sentido de estado anterior ou cessamento),

sota-, soto-, vice- e vizo-:

ex-almirante, ex-diretor, ex-hospedeira, ex-presidente, ex-primeiro-ministro, ex-
-rei; sota-piloto, soto-mestre, vice-presidente, vice-reitor, vizo-rei.

 

f) Nas formações com os prefixos tónicos/tônicos acentuados graficamente

pós-, pré-

e

pró-, quando o segundo elemento tem vida à parte (ao contrário do que acontece com as correspondentes formas átonas que se aglutinam com o elemento seguinte):

pós-graduação, pós-tónico/pós-tônicos (mas pospor); pré-escolar, pré-natal (mas prever); pró-africano, pró-europeu (mas promover).

 

2º) Não se emprega, pois, o hífen:

 

a) Nas formações em que o prefixo ou falso prefixo termina em

vogal

e o segundo elemento começa por

r

ou

s, devendo estas consoantes duplicar-se, prática aliás já generalizada em palavras deste tipo pertencentes aos domínios científico e técnico. Assim:

antirreligioso, antissemita, contrarregra, contrassenha, cosseno, extrarregular, infrassom, minissaia, tal comobiorritmo, biossatélite. eletrossiderurgia, microssistema, microrradiografia.

 

b) Nas formações em que o prefixo ou pseudoprefixo termina em

vogal

e o segundo elemento começa por

vogal diferente, prática esta em geral já adotada também para os termos técnicos e científicos. Assim:

antiaéreo, coeducaçao. extraescolar, aeroespacial, autoestrada, autoaprendizagem, agroindustrial, hidroelétrico, plurianual.

 

3º) Nas formações por sufixação apenas se emprega o hífen nos vocábulos terminados por sufixos de origem tupi-guarani que representam formas adjetivas, como

açu, guaçu

e

mirim, quando o primeiro elemento acaba em vogal acentuada graficamente ou quando a pronúncia exige a distinção gráfica dos dois elementos:

amoré-guaçu, anajá-mirim, andá-açu, capim-açu, Ceará-Mirim.