Conjunções e locuções conjuntivas coordenativas – Gramática On-line

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Conjunções e locuções conjuntivas subordinativas
29 de agosto de 2020
Conjunção
29 de agosto de 2020

Conjunções e locuções conjuntivas coordenativas

Conjunções e locuções conjuntivas coordenativas:

 

1) Aditivas: Dão ideia de adição.

e, nem (= e não), não só … mas também, que (= e)

 

– Estuda e trabalha.

– Não estuda nem trabalha.

– Não só estuda, mas também trabalha.

 

– Dize-me com quem andas que (= e) te direi quem és.

– Estuda que estuda, mas não aprende.

Entre verbos iguais, a conjunção “que” é aditiva.

 

Observações:

Só se deve usar “e nem” na necessidade de ênfase.

 

– Não estuda nem trabalha.

– Não estuda e nem trabalha.

A diferença entre os períodos é a ênfase que se dá na leitura das frases. No segundo período, há uma pausa antes de “e” e uma ascensão no tom de voz em “nem”.

 

– E caminhou, e correu, e exercitou-se para melhorar a saúde.

– Os homens saíam para caçar, e as mulheres cuidavam da plantação.

Quando houver polissíndeto, ou seja, a repetição da conjunção aditiva, e quando houver sujeitos diferentes nas orações, pode-se usar vírgula.

 

 

2) Adversativas: Dão ideia de oposição, contraste, compensação.

mas, e (= mas), porém, contudo, todavia, entretanto, no entanto, senão.

 

– Estudou muito, mas não conseguiu a aprovação.

– Estuda que estuda, e (= mas) não aprende.

Quando houver o advérbio de negação “não” na oração anterior à da conjunção adversativa, pode-se usar “senão”

– O corrupto não mata com armas, mas com os desvios milionários.

– O corrupto não mata com armas, senão com os desvios milionários.

 

Com exceção de “mas” e de “e”, as conjunções e locuções conjuntivas adversativas têm também emprego adverbial, no interior de oração:

 

– Sabíamos que ele receberia o dinheiro da família e que, no entanto, não o dividiria com ninguém.

 

Com exceção de “mas” e de “e”, as conjunções e locuções adversativas podem vir no início, no meio ou no fim da oração. Se estiverem no meio ou no fim, devem ser isoladas por vírgula(s). Se estiverem no início, haverá vírgula se houver a necessidade de ênfase.

 

– A minha vida segue uma rotina rígida, mas meu consciente quer mais.

– A minha vida segue uma rotina rígida, porém meu consciente quer mais.

– A minha vida segue uma rotina rígida, no entanto meu consciente quer mais.

 

– A minha vida segue uma rotina rígida. Porém meu consciente quer mais.

– A minha vida segue uma rotina rígida. No entanto meu consciente quer mais.

 

– A minha vida segue uma rotina rígida. Meu consciente, porém, quer mais e.

– A minha vida segue uma rotina rígida. Meu consciente, no entanto, quer mais.

 

3) Alternativas: Dão ideia de opção, alternância.

ou, ou … ou, ora … ora, quer … quer, já … já, nem (quando repetida)

 

Faça chuva ou faça sol…

Fale agora, ou cale-se para sempre.

A vírgula antes de “ou” é usada quando houver necessidade de ênfase.

 

Ou desiste do negócio, ou aceita a proposta.

Quer queira, quer não queira, faremos a negociação.

Quando houver conjunções alternativas repetidas, usa-se a vírgula.

 

4) Explicativas: Dão ideia de esclarecimento, explicação.

que, pois (anteposto ao verbo), porque, tanto que, tanto assim que

 

– Cante, que os males espanta.

– Não corra, pois o piso está escorregadio.

 

5) Conclusivas: Dão ideia de conclusão

logo, portanto, então, por isso, pois (posposto ao verbo e entre vírgulas), de sorte que, de modo que, de maneira que

 

As conjunções e locuções conclusivas podem vir no início, no meio ou no fim da oração. A conjunção “pois” não aparece no início da oração.

Se estiverem no meio ou no fim, devem ser isoladas por vírgula(s). Se estiverem no início, haverá vírgula se houver a necessidade de ênfase.

 

– Raquel esforçou-se como ninguém, portanto conseguiu a aprovação.

– Raquel esforçou-se como ninguém. Conseguiu, pois, a aprovação.

– Raquel esforçou-se como ninguém. Conseguiu a aprovação, pois.

 

– Raquel esforçou-se como ninguém. Portanto conseguiu a aprovação.

– Raquel esforçou-se como ninguém. Conseguiu, portanto, a aprovação.

– Raquel esforçou-se como ninguém. Conseguiu a aprovação, portanto.

 

Alguns autores consideram “por isso” locução conjuntiva conclusiva. Amini Boainain Hauy, porém, eu sua Gramática da Língua Portuguesa Padrão não corrobora isso, ou seja, não aceita “por isso” como locução conjuntiva conclusiva.

 


 

Conjunções e locuções conjuntivas subordinativas