Conjunções e locuções conjuntivas subordinativas – Gramática On-line

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Conjunções e locuções conjuntivas subordinativas

1) Integrantes: Introduzem as orações subordinadas substantivas, que exercem a função de sujeito, objeto direto, objeto indireto, predicativo, complemento nominal e aposto de outra oração.

Que e se

 

– É importante que aceite a proposta.

A oração “que aceite a proposta” exerce a função de sujeito do verbo “ser”.

– O mais importante é que aceite a proposta. (predicativo do sujeito)

– Sabemos que ele se esforçou deveras. (objeto direto)

– Precisa-se de que as leis sejam respeitadas. (objeto indireto)

– Tenho certeza de que tudo dará certo. (complemento nominal)

– Só uma coisa é indubitável: que todos morreremos. (aposto da oração anterior)

 

– Não sabia que estava ferido.

– Não sabia se estava ferido.

A diferença entre as duas frases é que, na primeira, há a certeza de que estava ferido, e, na segunda, há dúvida.

 

2) Causais: Iniciam as orações subordinadas adverbiais causais.

porque, porquanto, já que, uma vez que, visto que, como (no início da frase), se (= já que, visto que), na medida em que

 

– Como as pernas doíam, não se levantou para cumprimentar-me.

– Não se levantou para me cumprimentar porque as pernas doíam.

– Ele continua arrogante, uma vez que ninguém lhe deu ainda uma lição.

– Se você sabia que eu não conseguiria, por que me deixou sozinho? (Já que você sabia que eu não conseguiria…)

 

3) Comparativas: Iniciam as orações subordinadas adverbiais comparativas

que, do que, qual, quanto, como, assim como, bem como.

 

– Os filhos agem tal qual o exemplo dos pais.

– Ela é mais estudiosa (do) que o irmão.

– As empresas brasileiras vendem tanto quanto as argentinas.

– Não aja como um desmiolado!

– “É preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã”

 

Luiz Antonio Sacconi, em sua Nossa Gramática Completa – 30ª edição, de 2010, apresenta a conjunção “se” também como comparativa:

– Se o estilo reflete o homem, o idioma é o espelho da cultura de um povo.

 

3) Concessivas: Iniciam as orações subordinadas adverbiais concessivas, em que se apresenta um fato contrário à ação principal, mas incapaz de impedi-la.

embora, conquanto, ainda que, mesmo que, posto que, se bem que, por mais que, por menos que, apesar de que, nem que.

 

– “Nem que chova canivete, Odete, (…) Eu não deixo Dagmar sambar”

– Alguns homens se sentem superiores, posto que sejamos todos iguais.

– Por mais que queiram, não haverá a liberação dessa droga.

 

Luiz Antonio Sacconi, em sua Nossa Gramática Completa – 30ª edição, de 2010, apresenta a conjunção “se” também como concessiva:

– Se ferido ele queria lutar, imagine, então, são!

 

4) Condicionais: Iniciam as orações subordinadas adverbiais condicionais, em que há uma hipótese ou uma condição para se realizar o fato principal.

Se, caso, desde que, contanto que, sem que (= se não), dado que, a não ser que.

 

– Se houver mais pessoas interessadas, abriremos mais vagas.

– Sem que haja disciplina, uma escola não funciona adequadamente.

 

5) Conformativas: Iniciam as orações subordinadas adverbiais conformativas, em que há a conformidade de um enunciado com a oração principal.

conforme, segundo, consoante, como (= conforme)

 

– Como decidimos na última reunião, o desconto não mais será concedido.

 

6) Consecutivas: Iniciam as orações subordinadas adverbiais consecutivas, em que há a consequência do enunciado da oração principal:

que (após tão, tal, tanto, tamanho na oração anterior)

 

– O frio estava tão intenso, que os dedos congelaram.

– Era um indivíduo de tanta sorte, que nada de mal lhe acontecia.

 

7) Temporais: Iniciam as orações subordinadas adverbiais temporais.

quando, enquanto, desde que, depois que, antes que, até que, sempre que, logo que, assim que, apenas, mal.

 

– Quando a pandemia acabar, tudo voltará ao normal.

– Ele vive se lamentando, desde que a esposa o deixou.

 

O dicionário Houaiss apresenta a conjunção “se” como temporal:

– Se fala, irrita a todos.

 

8) Finais: Iniciam as orações subordinadas adverbiais finais, que indicam a finalidade da oração principal.

para que, a fim de que, porque (= para que)

 

– Fiz o possível para que tudo se arranjasse.

– Estudem, porque consigam a aprovação.

 

9) Proporcionais: Iniciam as orações subordinadas adverbiais proporcionais, em que há um fato a se realizar ao mesmo tempo em que o da oração principal.

à medida que, ao passo que, à proporção que.

 

– À medida que a tempestade se aproximava, as pessoas mais se apavoravam.

– Quanto mais se explica, menos entende.