Verbos transitivos diretos e indiretos – Gramática On-line

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Verbos transitivos diretos e indiretos

Bitransitivos ou transitivos diretos e indiretos são os verbos que possuem os dois complementos – objeto direto e objeto indireto.

 



Chamar:

Será VTDI, com a prep. a, quando significar repreender.

 

– Chamei os meninos à atenção, pois estavam conversando durante a aula.

– Chamei-os à atenção.

Observe que a pessoa é substituída por o, a, os, as.

 

Obs.: A expressão Chamar a atenção de alguém não significa repreender, apesar de ser muito usado no Brasil com esse significado, e sim fazer ser notado. Por exemplo:

 

– O cartaz chamava a atenção de todos que por ali passavam.

 



Implicar:

Será VTDI, com a prep. em, quando significar envolver alguém em algo.

 

– Implicaram o advogado em negócios ilícitos.

– Implicaram-no em negócios ilícitos.

Observe que a pessoa é substituída por o, a, os, as. Como o verbo termina em M, os pronomes são modificados para no, na, nos, nas.

 



Custar:

Será VTDI, com a prep. a, quando significar causar trabalho, transtorno.

 

– Sua irresponsabilidade custou sofrimento a toda a família.

 



Agradecer, Pagar e Perdoar:

São VTDIs, com a prep. a. O objeto direto sempre será a coisa, e o objeto indireto, a pessoa, física ou jurídica.

 

– Agradeci à garota o convite.

– Paguei a conta ao Banco.

– Perdoo os erros ao amigo.

 

Os verbos pagar perdoar podem ser usados na voz passiva, mesmo que o complemento seja uma pessoa, ou seja, mesmo que o verbo seja somente transitivo indireto:

 

– Ela jamais será perdoada pelo marido.

– Essa empresa não será paga nunca!

 



Pedir:

É VTDI, com a prep. a. A frase deve ser sintaticamente estruturada assim: Quem pede, pede algo a/para alguém ou Quem pede, pede que alguém faça algo. É inadequado ao padrão culto da língua dizer “Pedir para que alguém faça algo”.

Em orações em que haja “pedir para fazer algo” está implícito o substantivo “autorização“.

 

– Pedimos a todos que trouxessem os livros.

– Pedimos que todos trouxessem os livros.

– Pedimos para sair mais cedo. (Nessa oração há implícito o substantivo “autorização”: Pedimos autorização para sair).

 



Preferir:

É VTDI, com a prep. a. Não admite ênfase, como mais, muito mais, mil vezes.

 

– Prefiro estar só a ficar mal acompanhado.

– Prefiro caminhada a natação.

– Prefiro a caminhada à natação.

 

Observe essas duas últimas orações. Quando o primeiro elemento – o preferido – não estiver definido pelo artigo, o segundo – o preterido – também não o será (Prefiro caminhada a natação). Se o primeiro estiver definido, o segundo também o será (Prefiro a caminhada à natação). Caso haja os artigos, se o segundo elemento for feminino, ocorrerá a crase, como aconteceu no exemplo dado. 

 



Avisar, advertir, certificar, cientificar, comunicar, informar, lembrar, noticiar, notificar, prevenir:

São VTDI, admitindo duas construções: Quem informa, informa algo a alguém / Quem informa, informa alguém de algo.

 

– Advertimos aos usuários que não nos responsabilizamos por furtos ou roubos.

– Advertimos-lhes que não nos responsabilizamos por furtos ou roubos.

– Advertimos os usuários de que não nos responsabilizamos por furtos ou roubos.

– Advertimo-los de que não nos responsabilizamos por furtos ou roubos.

Observe que, quando se usar a expressão “informar algo a alguém” a pessoa deverá ser substituída por lhe, e quando se usar a expressão “informar alguém de algo” a pessoa deverá ser substituída por o, a, os, as.

 



Quando houver um verbo transitivo direto e indireto, com a prep. a, seguido de um substantivo feminino, que exija o artigo a, ocorrerá o fenômeno denominado crase, que deve ser caracterizado pelo acento grave (à ou às).

 

– Advertimos às alunas que não poderiam usar a sala fora do horário de aula.