Vírgula – Gramática On-line

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Ponto e vírgula
20 de junho de 2018
Período composto
9 de agosto de 2018

Vírgula

Usos da vírgula

 

Emprego da vírgula no período simples:


Não se emprega a vírgula:


Entre o sujeito e o predicado:

– Um número grande de pais pediu o retorno das aulas.


Entre o verbo e o seu complemento:

– Os alunos receberam as instruções adequadas.

– Todos os professores estão preparados!

.

Observação: Em alguns raros casos, quando o complemento é deslocado para o início da oração, pode ocorrer ambiguidade. Nesse caso, pode-se usar a vírgula para clareza de sentido. Por exemplo:

– Os criminosos os policiais mataram.

Não há clareza quanto a qual termo é o sujeito: Os policiais mataram os criminosos ou os criminosos mataram os policiais?

Há três maneiras de esclarecer:

Supondo que o termo “os policiais” seja o sujeito:

1- Usando a ordem direta: Os policiais mataram os criminosos.

2- Usando a preposição “a” antes do complemento: Aos criminosos os policiais mataram.

3- Usando vírgula para destacar o complemento deslocado: Os criminosos, os policiais mataram.


Entre o nome e o complemento nominal ou o adjunto adnominal:

– Estamos à procura de profissionais competentes.

– Todos os trabalhos dos alunos foram aprovados.


Quando o adjunto adverbial e o predicativo estiverem depois da estrutura SUJEITO-VERBO-COMPLEMENTO:

– Os homens aguardavam a chegada do socorro naquela tarde ansiosos.

.

Se, porém, o adjunto adverbial estiver no início da oração ou entre os termos dela, a vírgula será usada. Modernamente, porém,a vírgula é considerada opcional, principalmente se o adjunto adverbial for curto:

– Naquela tarde os homens aguardavam a chegada do socorro ansiosos.

– Naquela tarde, os homens aguardavam a chegada do socorro ansiosos.

.

Se o predicativo do sujeito estiver no início da oração ou entre os termos dela, a vírgula será usada:

– Ansiosos, os homens aguardavam a chegada do socorro naquela tarde.

– Os homens, ansiosos, aguardavam a chegada do socorro naquela tarde.

Nessa frase, se o adjetivo “ansiosos” não for isolado pelas vírgulas, haverá mudança sintática e semântica. Observe:

– Os homens, ansiosos, aguardavam a chegada do socorro naquela tarde.

A função sintática é a de predicativo do sujeito. Todos os homens que lá estavam esperavam a chegada do socorro e estavam ansiosos. O adjetivo é explicativo.

– Os homens ansiosos aguardavam a chegada do socorro naquela tarde.

A função sintática é a de adjunto adnominal. Há homens ansiosos e homens não ansiosos. Somente os homens ansiosos aguardavam a chegada do socorro.

 

Isso acontece quando o adjetivo estiver imediatamente depois do substantivo qualificado por ele.


Quando se trata de separar termos de uma mesma oração, deve-se usar a vírgula nos seguintes casos:


Para isolar adjuntos adverbiais deslocados:

 

– A maioria dos alunos, durante as férias, viajam.
Se o adjunto adverbial for representado por um advérbio ou por uma locução adverbial, a vírgula será opcional, principalmente se a oração não for extensa:

– Ontem me encontrei com Flaviani.

– Ontem, encontrei-me com Flaviani.


Para separar elementos coordenados:

 O sofá, as poltronas, a mesa de centro e as cadeiras estavam desalinhados.


Para isolar os objetos pleonásticos:

– Os meus amigos, sempre os respeito.


Para separar palavras ou expressões explicativas como “isto é, por exemplo, de fato, a saber, ou melhor, melhor dizendo, assim, aliás, ou seja…”

– Foi, de fato, um acontecimento importante.


Para isolar o aposto explicativo:

– Londrina, a quarta cidade do Sul do Brasil, é aprazibilíssima.


Para isolar o vocativo:

– Alberto, traga minhas anotações até aqui!


Para indicar a elipse do verbo (zeugma):

– Ela prefere filmes românticos; o namorado, de aventura. (o namorado prefere filmes de aventura)


Para separar, nas datas, o lugar:

 – Londrina, 1º de agosto de 2020.


Emprego da vírgula no período composto:


Período composto por coordenação:


Para separar orações intercaladas ou interferentes:

– Assim que puder, disse o rapaz, farei a reforma.


Para separar as orações coordenadas assindéticas:

– O aluno não participou da aula, não respondeu às questões, não trouxe o material…

 

Em alguns ambientes sintáticos, as orações coordenadas assindéticas podem ser separadas por ponto e vírgula


Para separar as orações coordenadas sindéticas adversativas, explicativas e conclusivas:

– Fez o que o pai pedira, mas apresentou muita má vontade.

– Estude, pois o conhecimento é essencial.

– É uma pessoa resoluta, portanto decide com rapidez.

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A conjunção coordenativa conclusiva “pois” deve ficar entre vírgulas:

– É uma pessoa resoluta, pois, decide com rapidez.

– É uma pessoa resoluta. Decide, pois, com rapidez.

– É uma pessoa resoluta. Decide com rapidez, pois.


As conjunções coordenativas adversativas e conclusivas podem estar intercaladas. Se assim ocorrer, ficam entre vírgulas.

Podem, também, iniciar o período. Nesse caso, a vírgula será opcional.

Podem, enfim, finalizar o período. A vírgula é obrigatória.

 – A lei era clara. Os candidatos, porém, não a respeitaram.

– A lei era clara. Porém candidatos não a respeitaram.

– A lei era clara. Porém, candidatos não a respeitaram.

– A lei era clara. Os candidatos não a respeitaram, porém.

 

– Os alunos prepararam-se muito bem. Estão, portanto, prontos para o exame.

– Os alunos prepararam-se muito bem. Portanto estão prontos para o exame.

– Os alunos prepararam-se muito bem. Portanto, estão prontos para o exame.

– Os alunos prepararam-se muito bem. Estão prontos para o exame, portanto.


 

Emprega-se geralmente a vírgula antes da oração coordenada sindética aditiva iniciada pela conjunção e quando houver sujeitos diferentes ou quando houver a repetição da conjunção (polissíndeto):

 – Ela irá no primeiro avião, e seus filhos, no próximo.

– Ele falava, e gritava, e pulava, e gesticulava, e se esperneava como um louco.

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O emprego da vírgula antes de “e”, quando houver sujeitos diferentes não é obrigatória; é mais recomendada para evitar ambiguidade ou para anunciar uma pausa necessária ao contexto, ou seja, é mais estilística do que gramatical.

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A conjunção “e” pode ser também adversativa:

– Ela aceitou as desculpas, e seus olhos prometiam vingança.

Nessa frase, a conjunção “e” tem o mesmo valor de “mas“, portanto há de haver a vírgula.


Nem … nem, não só … mas também, e sim, mas sim, não apenas … mas ainda, ou … ou,  ora … ora

Esses elementos são comumente marcados por vírgula.

– Nem os alunos, nem os professores estão contentes com a situação.

– Não diga que não está preparado, e sim que pode melhorar.

– Não só os pobres, mas os ricos também sofrem com a epidemia.

– Ou estou ficando surdo, ou você está falando baixo demais.


 

As orações coordenadas sindéticas alternativas não são separadas pela vírgula, a não ser que haja repetição da conjunção ou necessidade de pausa:

– Decida-se! Entre logo ou saia de uma vez!

– Ou entre, ou saia!

– Ora ri, ora chora.

– Quer queira, quer não queira, fará o que prometeu.


.Cuidado com orações subordinadas coordenadas entre si. Observe o seguinte:

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– Ele disse que a irmã iria à missa e o irmão, ao futebol.

Nessa frase não há a vírgula antes de “e” porque as orações não são somente coordenadas, mas sim subordinadas coordenadas entre si. Analisemo-las:

O verbo dizer exige complemento sem preposição, pois “quem diz, diz algo”. Na frase apresentada, há dois complementos:

Ele disse …

… que a irmã iria à missa;

… que o irmão iria ao futebol

A frase completa, portanto é esta:

– Ele disse que a irmã iria à missa e que o irmão iria ao futebol.

Ocorre, porém, que a segunda conjunção integrante “que” foi retirada da frase. Em se acontecendo isso, não se separam as orações por vírgula.

A retirada do verbo para evitar sua repetição, o que é denominado de zeugma, exige a vírgula.


Período composto por subordinação:


Orações subordinadas substantivas: não se separam por vírgula.

– É evidente que o culpado é o mordomo.
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A oração subordinada substantiva apositiva comumente é separada da principal por dois-pontos:

– Sabe-se com certeza apenas uma coisa: que a morte acontecerá.


Orações subordinadas adjetivas: só a explicativa é separada por vírgula.

– Londrina, que é a quarta cidade do Sul do Brasil, é aprazibilíssima.

 

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A oração subordinada adjetiva restritiva não é separada por vírgula:

– Os funcionários que entraram em greve são os que participavam do sindicato.


Orações subordinadas adverbiais: são separadas por vírgula se estiverem no início ou no meio do período. Se estiverem no final, pode-se usar a vírgula, principalmente se se quiser destacar a oração..

 – Assim que chegarem as encomendas, começaremos a trabalhar.
– Começaremos, assim que chegarem as encomendas, a trabalhar.
– Começaremos a trabalhar assim que chegarem as encomendas.

– Começaremos a trabalhar, assim que chegarem as encomendas.