Introdução à Fonética – Gramática On-line
Formação das palavras
31 de dezembro de 2013
Vogais
31 de dezembro de 2013

Introdução à Fonética

 

A Fonética, ou Fonologia, estuda os sons emitidos pelo ser humano para efetivar a comunicação. Diferentemente da escrita, que conta com as letras – vogais e consoantes -, a Fonética se ocupa dos fonemas (= sons); são eles as vogais, as consoantes e as semivogais.

 

Letra: Cada um dos sinais gráficos elementares com que se representam os vocábulos na língua escrita.
Fonema: Unidade mínima distintiva no sistema sonoro de uma língua.

 

Há uma relação entre a letra na língua escrita e o fonema na língua oral, mas não há uma correspondência rigorosa entre eles. Por exemplo, o fonema /s/ pode ser representado pelas seguintes letras ou encontro delas:

 

– c (antes de e e de i): certo, paciência, acenar.
– ç (antes de a, de o e de u): caçar, açucena, açougue.
– s: salsicha, semântica, sobrar.
– ss: passar, assassinato, essencial.
– sc: nascer, oscilar, piscina.
– sç: nasço, desço, cresça.
– xc: exceção, excesso, excelente.
– xs: exsudar, exsicar, exsolver.
– x: máximo.

 

Os sons da fala resultam quase todos da ação de certos órgãos sobre a corrente de ar vinda dos pulmões. Para a sua produção, três condições são necessárias:
1. A corrente de ar;
2. Um obstáculo para a corrente de ar;
3. Uma caixa de ressonância.

 

A caixa de ressonância é formada pelos seguintes elementos:
– Faringe;
– Boca (ou cavidade bucal): os lábios, os maxilares, os dentes, as bochechas e a língua;
– Fossas nasais (ou cavidade nasal).

 

Aparelho Fonador: É formado pelos seguintes elementos:
– Órgãos respiratórios: Pulmões, brônquios e traqueia;
– Laringe (onde estão as pregas vocais – nome atual das “cordas vocais”);
– Cavidades supralaríngeas: faringe, boca e fossas nasais.

 

O ar chega à laringe e encontra as pregas vocais, que podem estar retesadas ou relaxadas.

 

A pregas vocais, quando retesadas, vibram, produzindo fonemas sonoros.
As pregas vocais, quando relaxadas, não vibram, produzindo fonemas surdos.

 

Por exemplo, pense apenas no som produzido pela letra s de sapo. Produza esse som por uns cinco segundos, colocando os dedos na garganta. Você observará que as pregas vocais não vibram com a produção do som ssssssssss. O fonema s (e não a letra s de sapo) é, portanto, surdo.

 

Faça o mesmo, agora, pensando apenas no som produzido pela letra s de casa. Produza esse som por uns cinco segundos, colocando os dedos na garganta. Você observará que as pregas vocais vibram, com a produção do som zzzzzzzzzzzzzz. O fonema z (e não a letra s de casa) é, portanto, sonoro.

 

Ao sair da laringe, a corrente de ar entra na cavidade faríngea, onde há uma encruzilhada: a cavidade bucal e a nasal. O véu palatino é que obstrui ou não a entrada do ar na cavidade nasal.

 

Por exemplo, pense apenas no som produzido pela letra m de mão. Produza esse som por uns cinco segundos, colocando os dedos nas narinas sem impedir a saída do ar. Você observará que o ar sai pelas narinas, com a produção do som mmmmmmm. O fonema m (e não a letra m de mão) é, portanto, nasal.

 

Se, ao produzir o som mmmmmmmm, tapar suas narinas, você observará que as bochechas se encherão de ar. Se, logo após, produzir o som aaaa, observará também que houve a produção dos sons baaaa. Isso prova que as consoantes m e b são muito parecidas. A diferença ocorre apenas na saída do ar: m, pelas cavidades bucal e nasal (fonema nasal); b somente pela cavidade bucal (fonema oral).

 

Há também semelhança entre as consoantes p e b: a única diferença entre elas é que b é sonora, e p, surda. Isso explica o porquê de se usar m antes de p e de b.