A internet e o trabalho escolar – Gramática On-line

Gramática e Produção de textos
descomplicadas!

Quero minha vida mais bela; não que não o seja, mas quero-a mais bela do que já é.
20 de junho de 2018
Educação e internet
20 de junho de 2018

A internet e o trabalho escolar

Antes do advento da internet, elaborar um trabalho escolar era uma atividade extraordinária, já que nos obrigava a pesquisar. Não raro, o trabalho tinha de ser feito numa biblioteca, uma vez que poucas famílias possuíam livros suficientes para tal atividade. Muitos professores só aceitavam a pesquisa se fosse manuscrita em papel almaço, o que nos obrigava a copiar várias páginas. Era realmente um “trabalho”.

 

Hoje há uma facilidade enorme para realizar essas pesquisas: escreve-se no google o nome do trabalho pedido pelo professor, pressiona-se a tecla Enter e, pronto, está lá o que é necessário para satisfazer o mais exigente dos professores. É prático, porém pode ser inútil, já que muitos jovens nem leem os textos que lá surgem. Escolhem um dos sites apresentados como resultado da pesquisa (geralmente o primeiro da lista), lá entram e copiam o seu conteúdo para o Word (Ctrl + C; Ctrl + V); depois, imprimem o trabalho (Ctrl + P). Pronto. Está feita a pesquisa. Que maravilha! Só que essa conduta, além de ilegal, só ensina a usar o teclado do computador. Sobre o conteúdo da pesquisa nada se aprende. Tudo bem que antigamente também só copiávamos o conteúdo; era, porém, cópia a mão; líamos o conteúdo do livro e escrevíamos no papel almaço. Havia, ao menos, o trabalho intelectual de ler e de escrever o texto.

 

PROFESSOR / ALUNO / TRABALHO ESCOLAR

 

Nós temos de mudar essa relação professor / aluno / trabalho escolar. A internet é maravilhosa se bem usada. O procedimento ideal seria os professores pesquisarem o conteúdo apresentado pelos sites, analisarem as informações contidas e selecionarem os melhores, apresentando estes como o objeto de pesquisa. Outra conduta adequada seria não pedir que os alunos fizessem um trabalho de cópia simplesmente, mas sim de produção de texto acerca do assunto. É melhor um texto de vinte e cinco linhas produzido pelo próprio aluno referente ao que ele pesquisou do que vinte e cinco páginas copiadas sem atenção. Podem-se trabalhar vários aspectos do assunto para a produção de texto: prós e contras, causas e consequências, apresentação de solução, etc. Há muitas formas de levar o jovem a raciocinar. Basta-nos ter criatividade e colocá-la em prática.

 

TRABALHO DOS PAIS

 

E é aí que entra o “trabalho” dos pais, que devem acompanhar o dia a dia escolar de seus filhos: averiguar se há tarefa e garantir que ela seja feita adequadamente (se for preciso, ajudá-los a realizar a tarefa, mas nunca fazê-la com eles nem por eles); ler o que o material didático contém e conversar com os jovens sobre isso (esse é o maior estímulo ao jovem, que, pelo interesse dos pais por sua vida escolar, se animam a aprender mais); ensiná-los a pesquisar na internet, mostrando-lhes que ela pode ser proveitosa, mas também perigosa, pois qualquer pessoa pode criar um site sobre qualquer assunto e escrever o que bem entender. Já encontrei sites de Gramática da Língua Portuguesa com explicações absurdas sobre regras gramaticais.

 

É muito importante que ensinemos as pessoas com as quais convivemos a usar a internet adequadamente, não somente quanto aos trabalhos escolares, mas, principalmente, quanto à segurança. Um e-mail, por exemplo, é um documento que pode ser usado contra seu autor. Xingamentos, acusações e denúncias devem ser abolidos do conteúdo das mensagens eletrônicas; quem recebe algo assim pode, inclusive, processar o emissor. Alguns se sentem seguros pelo pseudoanonimato que os provedores oferecem, julgando que não há possibilidades de ser identificado. Engano total. Hoje há ferramentas que identificam o computador donde foi enviada a mensagem. Temos de incluir a Educação Eletrônica aos jovens, a fim de ensinar-lhes a boa convivência nesse novo mundo criado pela internet.

 

MISSÃO: EDUCAR

 

Nossa missão é educar. Para isso precisamos saber o que há na internet para nos munir com as armas adequadas e, assim, combater com eficácia o “inimigo” (traficantes, pedófilos, adultos mal-intencionados, jovens mal-educados). Precisamos estar nas redes sociais, para acompanhar mais de perto com quem os jovens interagem e conversar com nossos filhos e alunos em tempo real e, assim, ensinar-lhes a usar a Língua Portuguesa adequadamente, sem palavras como vc tb (você também), entre outras. Precisamos, enfim, ingressar nesse mundo ainda pouco conhecido para fiscalizar o que lá ocorre e, assim, proteger nossos jovens.