A presidenta, sim! – Gramática On-line

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A presidenta, sim!

Há um e-mail circulando pela internet que informa que não existe a palavra “presidenta”. O autor diz que, se existisse tal palavra, também existiria adolescenta, doenta, dentre outras. Encerra a missiva com o seu nome. Aliás, com o seu nome não, e sim com o de outras pessoas; já li o mesmo e-mail assinado por três pessoas diferentes. Procurei uma delas, professora da UFPR, de Curitiba, PR, que me disse que trabalha em área tecnológica e que sabe de Gramática da Língua Portuguesa tão somente o que estudou no antigo colegial, ou seja, não tinha sido ela a autora do texto. Usaram seu nome indevidamente.

 

É um e-mail falso, portanto, que tem enganado muita gente. Esses dias mesmo, uma aluna – boa aluna, por sinal – procurou-me na escola para me mostrar o e-mail e para me perguntar se era inadequado mesmo usar o substantivo presidenta. Não é inadequado. Existe, sim, o substantivo presidenta, cujo significado é “mulher que preside algo” ou “esposa de um presidente”. Pode-se também usar o substantivo presidente, tanto para o homem quanto para a mulher que preside algo.

 

A PARENTA TAMBÉM.

 

Resumindo: O homem é “o presidente”; a mulher, “a presidente” ou “a presidenta”. Você pode comprovar isso no site da Academia Brasileira de Letras, em “Busca no Vocabulário”, no endereço eletrônico www.academia.org.br/abl/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?sid=23. Vá até lá, digite a palavra “presidenta” na caixa de texto “pesquisar” e verá que ela existe. Se se referir por escrito ao presidente – ou à presidenta – de qualquer empresa ou instituição, deve-se escrever com letra inicial minúscula. Se se referir, porém, ao Presidente – ou à Presidenta – de um país, deve-se escrever com letra inicial maiúscula: “A Presidenta Dilma” ou “A Presidente Dilma”. E há outra palavra com as mesmas características: parente. O homem é “o parente”; a mulher, “a parente” ou “a parenta”

 

A internet é uma excelente ferramenta, mas não se pode confiar em tudo que se lê nos milhões de sites existentes, que não têm fiscalização alguma. É preciso conhecer a fonte e acreditar somente em quem seja confiável. O problema é que grande parte dos internautas é crédula demais. Algumas pessoas criam e-mails com imagens e músicas e inventam situações de países distantes e desconhecidos da maioria da população, a fim de mostrar que lá tudo funciona melhor que no Brasil, e muitos dos que veem acreditam e saem por aí falando aos demais ‘como as coisas deveriam funcionar no nosso país’.