Feliz aquele que anseia por um futuro melhor. – Gramática On-line

Gramática e Produção de textos
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20 de junho de 2018

Feliz aquele que anseia por um futuro melhor.

Infeliz aquele que não procura desenvolver-se culturalmente. A ordem do dia é procurar o crescimento intelectual a fim de que não se fique estagnado no tempo e não seja deixado para trás pelos mais "inteligentes". Aprender a própria língua é uma obrigação de todos. Não se deve desprezar o nosso idioma. Eu anseio por que o dia em que todos valorizem a língua chegue. É isso mesmo: Eu anseio, e não eu ansio.


A conjugação dos verbos mediar, intermediar, ansiar, remediar, incendiar e odiar nas pessoas eu, tu, ele e eles do presente do indicativo e do presente do subjuntivo tem um e antes do i:

 

Todos os dias eu anseio, tu anseias, ele anseia eles anseiam;

Espero que eu anseie, que tu anseies, que ele anseie, que eles anseiem.

   

Os outros verbos também: eu intermedeio, eu medeio, eu remedeio, eu incendeio, eu odeio…

 

As pessoas nós e vós desses dois tempos e todas as pessoas de todos os outros tempos não têm esse e:

 

– Todos os dias nós ansiamos, vós ansiais;

– Ontem eu ansiei, ele ansiou, eles ansiaram.

 

A conjugação dos demais verbos terminados em “-iar” é regular, com as mesmas desinências de todos os verbos terminados em “-ar”.

 

Vejamos, como exemplo, o verbo assobiar:

 

– eu assobio, ele assobia, que nós assobiemos, eles assobiaram, etc.

 

Há, porém, um grupo de verbos terminados em “-iar” com a conjugação diferente da dos demais. O Acordo Ortográfico registra que alguns verbos terminados em “-iar” derivados de substantivos paroxítonos (aqueles com tonicidade na penúltima sílaba) terminados em “-ia” ou em “-io” têm duas possibilidades de escrita nas pessoas eu, tu, ele e eles do presente do indicativo e do presente do subjuntivo. O Acordo exemplifica a regra com dois verbos: premiar, derivado de prêmio e negociar, derivado de negócio. Eles podem ser conjugados das seguintes maneiras:

 

– eu negocio, tu negocias, ele negocia e eles negociam;

– eu negoceio, tu negoceias, ele negoceia e eles negoceiam;

 

– eu premio, tu premias, ele premia e eles premiam;

– eu premeio, tu premeias, ele premeia e eles premeiam;

 

 

– que eu negocie, tu negocies, ele negocie e eles negociem;

– que eu negoceie, tu negoceies, ele negoceie e eles negoceiem;

 

– que eu premie, tu premies, ele premie e eles premiem;

– que eu premeie, tu premeies, ele premeie e eles premeiem.

 

Estranhíssimas formas, não é mesmo? O pior é que o texto do Acordo registra “alguns verbos” e exemplifica apenas com esses dois. E os outros, quais são? Não há registro algum. Imagine o verbo “copiar”, derivado de “cópia” sendo conjugado “eu copeio, eles copeiam…”. Sinceramente, não dá!

 

Há ainda os verbos terminados em “-ear”, que recebem um “i” após o “e” naquelas mesmas pessoas: eu, tu, ele e eles do presente do indicativo e do presente do subjuntivo. Por exemplo, o verbo “cear”:

 

– eu ceio, tu ceias, ele ceia e eles ceiam;

– que eu ceie, tu ceies, ele ceie e eles ceiem.

 

As pessoas nós e vós desses dois tempos e todas as demais de todos os outros tempos, não têm o “i”:

 

– nós ceamos, vós ceais;

– que nós ceemos, vós ceeis;

– ontem eu ceei;

– ele ceava.

 

No vestibular da UEL, certa feita foi cobrado dos alunos o verbo “enfear” com a seguinte frase:

 

– “Se a realidade nos parece pouco bela, não a tornemos mais feia”, na qual a expressão “tornemos mais feia” tinha de ser substituída pelo verbo “enfear”. Então, caro leitor, sabe completar a frase com esse verbo? O adequado é o seguinte:

 

– “Se a realidade nos parece pouco, bela não a enfeemos mais!”