Por que pé-de-meia tem hífen e pé de moleque não o tem? – Gramática On-line

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Por que pé-de-meia tem hífen e pé de moleque não o tem?

Em virtude da Reforma Ortográfica, algumas palavras perderam o hífen. É o que acontece com as locuções em geral: palavras compostas por três palavras (dois substantivos entremeados por uma preposição – a, de… – ou conjunção – que) não mais são escritas com hífen, a não ser as seguintes exceções:

 

– água-de-colônia

– arco-da-velha

– cor-de-rosa

– mais-que-perfeito

– pé-de-meia

ou as palavras que representem espécies botânicas ou zoológicas – essas sempre terão hífen, sejam formadas por dois, três ou mais elementos.

Eis alguns exemplos de espécie botânica ou zoológica:

– cana-de-açúcar

– pimenta-do-reino

– cachorro-do-mato

– aranha-de-jardim

– coco-da-baía (assim mesmo, sem H)

– banana-da-terra

– mico-leão-dourado

– erva-doce

– cheiro-verde

– aranha-armadeira

– peixe-boi

– peixe-mulher (a fêmea do peixe-boi)

– boto-da-baía-de-guanabara

 

Eis alguns exemplos de palavras que perderam o hífen:

– pé de moleque

– água de coco

– água de cheiro

– à toa

– dia a dia

– pé de pato

– tênis de mesa

– ponto e vírgula

– caixa de fósforos

 

Se houver a preposição “de” com apóstrofo (), o hífen será obrigatório:

– pé-d´água

– caixa-d´água

– estrela-d´alva

– galinha-d´angola

– pau-d´alho

 E ainda há as locuções à queima-roupa e ao deus-dará, que não perderam o hífen.