Separação silábica – Gramática On-line
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7 de janeiro de 2014
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7 de janeiro de 2014

Separação silábica

A divisão silábica (silabação) deve ser feita a partir da soletração, ou seja, apresentando o som total das letras que formam cada sílaba, cada uma de uma vez. Usa-se o hífen para marcar a separação silábica.

Regras para a silabação:

1) Não se separam os

dígrafos ch, lh, nh, qu, gu:

– cho-ca-lho
– qui-nhão
– gui-sa-do

2) Separam-se os

dígrafos rr, ss, sc, sç, xc e xs:

– ex-ces-so
– flo-res-cer
– car-ro-ça
– des-ço
– ex-su-dar

3) Separam-se as vogais idênticas (aa, ee, ii, oo, uu) e os grupos consonantais

cc e

.

– ca-a-tin-ga
– re-es-tru-tu-rar
– ni-i-lis-mo
– vo-o
– du-un-vi-ra-to
– oc-ci-pi-tal
– fric-ção

Obs.: Segundo o “Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa”, de Antônio Geraldo da Cunha, publicado pela Editora Nova Fronteira, as vogais idênticas “ee” e “uu” tanto podem ser separadas quanto permanecer na mesma sílaba:

– compre-en-der ou com-preen-der
– du-un-vi-ra-to ou duun-vi-ra-to

4) Há vocábulos em que ocorrem os encontros

ae, ai, ao, au, ea, ei, eo, eu, ia, ie, io, iu, oa, oe, oi, ua, ue,

ui

e

uo, que são pronunciados ora como hiato, ora como ditongo. Veja alguns exemplos:

– ca-e-ta-no ou cae-ta-no;


en-ra-i-zar ou en-rai-zar;


ca-os ou caos;


a-ba-u-la-do ou a-bau-la-do;


cór-ne-a ou cór-nea;


re-in-ven-tar ou rein-ven-tar;


es-pon-tâ-ne-o ou es-pon-tâ-neo;


re-u-nir ou reu-nir;


co-lô-ni-a ou co-lô-nia;


cá-ri-e ou cá-rie;


ri-o ou rio;


di-u-tur-no ou diu-tur-no;


co-a-dor ou coa-dor;


po-ei-ra ou poei-ra;


Co-im-bra ou Coim-bra;


nu-an-ça ou nuan-ça;


tê-nu-e ou tê-nue;


su-i-ci-da ou sui-ci-da;


su-or ou suor.

Que fique claro que isso não ocorre em todos os vocábulos em que há tais encontros. Há aqueles em que claramente ocorre hiato, como em

di-a

e

su-a, e aqueles em que claramente ocorre ditongo, como em

cai-xa

e

pei-to;

5)

des, dis, trans, sub, sob

Nunca uma sílaba terminará em consoante se a seguinte se iniciar por vogal. A consoante sempre se ligará à vogal subsequente:

– su-ben-ten-di-do
– sub-tí-tu-lo
– tran-sal-pi-no
– trans-pan-ta-nei-ra
– hi-pe-ra-mi-go,
– hi-per-mer-ca-do
– su-bal-ter-no
– sub-mun-do.

Algumas palavras trazem uma dificuldade especial, como ocorre com o substantivo subordem.

De acordo com o Dicionário Escolar da Língua Portuguesa, editado pela Academia Brasileira de Letras, a guardiã de nosso idioma no Brasil, esse substantivo não foge à regra. Separa-se e pronuncia-se

su-bor-dem. O mesmo acontece com os seguintes substantivos:

 

subemprego: su-bem-pre-go e
– subestimar: su-bes-ti-mar

Quando o prefixo

sub

se ligar a palavra iniciada por

L, haverá a separação entre o B

e o

L:

– sub-le-gen-da
– sub-le-var
– sub-li-mi-nar
– sub-lin-gual.

Exceção:

Sublinhar – Este verbo admite duas separações silábicas: sub-li-nhar e su-bli-nhar.

Obs.: No substantivo

sublime

e suas derivadas: não há o prefixo

sub, e sim o radical

sublim-, cujo significado é

alto, elevado. A separação silábica é a seguinte:

sublime: su-bli-me;


sublimar: su-bli-mar

6)

aia, eia, oia, uia, aie, eie, oie, uie, aio, eio, oio, uio, uiu

Esses grupos sempre se formam assim:

ditongo decrescente + vogal

ou tritongo + vogal, ou seja, as duas ou três primeiras letras ficam na mesma sílaba enquanto a última se separa delas. O mesmo acontece se no lugar o

i

houver

u, como no nome próprio Cauê.

– sa-mam-bai-a
– fei-a
– joi-a
– im-bui-a
– ba-lai-o
– mei-o
– se-quoi-a
– tui-ui-ú
– Cau-ê

7) Em palavras terminadas em

ea, eo, ia, ie, io, ua, ue, uo

com a sílaba anterior acentuada, tanto pode ocorrer paroxítona terminada em ditongo crescente quanto proparoxítona. Essa regra só ocorre para a pronúncia da palavra, uma vez que, não se devem separar as sílabas de maneira que se deixe uma vogal sozinha no final da linha ou no início dela:

 

co-le-tâ-nea ou co-le-tâ-ne-a
– ins-tan-tâ-neo ou ins-tan-tâ-ne-o
– pá-tria ou pá-tri-a
– cá-rie ou cá-ri-e
– ar-má-rio ou ar-má-ri-o
– tá-bua ou tá-bu-a
– tê-nue ou tê-nu-e
– vá-cuo ou vá-cu-o
Translineação

Translineação é a mudança, na escrita, de uma linha para outra, ficando parte da palavra no final da linha superior e parte no início da linha inferior.

Regras para a translineação:

1) Não é aconselhável deixar apenas uma letra pertencente a uma palavra no início ou no final de linha. Por exemplo, em translineações são inadequadas as seguintes separações: pesso-a, a-í, samambai-a, a-meixa, e-tíope, ortografi-a, cári-e. Não se quer dizer aqui que essas separações silábicas sejam erradas; é uma simples questão de elegância de estilo.

2) Não se deve, em final ou início de linha, quando a separação for efetivada, formar-se palavra estranha ao contexto. Não se quer dizer aqui que essas separações silábicas sejam erradas; é uma simples questão de elegância de estilo. Por exemplo: em translineações são inadequadas as seguintes separações:

presi-dente, pois houve a formação de palavra estranha ao contexto: dente.

samam-baia, pois houve a formação de palavra estranha ao contexto: baia.

4) Conforme a última reforma ortográfica, na translineação de palavras com hífen, se a partição coincidir com o hífen, este deve ser repetido na linha seguinte. Por exemplo:

pombo-
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